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fora inverno, já era primavera, o verão seria glorioso

Abr 1Mai 9

“fora inverno, já era primavera, o verão seria glorioso”

4ªs feiras e Sábados, às 21h
Curadoria: José Maia e João Terras

Concentremo-nos neste estado de passagem e transição. Fora este, surgirá o próximo e haverá sempre o outro. Único, disruptivo, fraturante e modificador. Que assim seja e que não percamos o sentido do outro em nós, amarremo-nos a ele para que a nossa linguagem seja múltipla e plural.
No seio deste estado de mundo atípico, ecoam motivos de tensão que interrompem a normalidade das sensações e previsões de todos. No seio deste estado o MIRA propõe, convocando novamente o sentido de comunidade, a potência do outro, do estranho e do próximo, apresentar uma ampla exposição de criações e processos, desvelando a criação em períodos em que nos encontramos religados na ausência.
Às quartas-feiras e sábados abrimos o espaço intransitável da web para olharmos pela melanina daqueles que agora, e por aqui, nos dão a ver, mais.

Artistas: Ana Deus, André Sousa, António Lago, Cristina Regadas, Felícia Teixeira, Fernando Sebastião, João Sousa Cardoso, João Brojo, José Almeida Pereira, José Costa, José Oliveira, João Teixeira, Manuel Santos Maia, Margarida Paiva, Nuno Ramalho, Maria Miguel von Hafe, Nelson Duarte, Paulo Ansiães Monteiro, Sérgio Leitão, Susana Chiocca, João Ricardo,Alberto Lopes, entre outros artistas.

1ª Sessão: quarta-feira, 1 de Abril, às 21h
Nuno Ramalho “Chiiiinaaaa Sooong”, 2015
Animação vídeo
cor;som, 8’35”

Apresentada pela primeira vez na edição de 2015 da Bienal da Maia, China Song é uma obra que se apropria, transformando-a, da história da produção de uma escultura pública. Simultâneamente, o delírio narrativo, visual e sonoro apresenta-se enquanto exercício de especulação e desafio face a cânones e registos dominantes em certo tipo de produções culturais do presente, particularmente no campo artístico em que opera.

2ª Sessão: sábado, 4 de Abril, às 21h
André Sousa e João Sousa Cardoso “Na Selva das Cidades”, 2017

“Na Selva das Cidades”, ensaio cinematográfico dos artistas portugueses André Sousa e João Sousa Cardoso rodado a partir da Casa do Povo e realizado em diálogo com o texto original de Bertolt Brecht. Trata-se de um “filme-vertigem”, filmado e editado em apenas 28 dias.
O filme é o resultado de um processo de criação conduzido pela urgência que conta com mais de vinte atores paulistanos dirigidos pelos diretores portugueses André Sousa e João Sousa Cardoso, unidos na procura de uma renovada experiência de cinema por meio do teatro. O filme nasce e se desdobra a partir do momento vivido pela cidade de São Paulo, em abril de 2016, cruzando registos de diversa natureza: ficcional, documental, diarístico ou material apropriado…
Esta experiência metacinematográfica, inspirada no texto de Bertolt Brecht, problematiza as noções de trabalho e capitalismo, combate e intimidade nas sociedades contemporâneas. Mas pode ser também a história de dois amigos que se descobrem numa grande cidade.

3ª Sessão: quarta-feira, 8 de Abril, às 21h
Margarida Paiva “Soul Blindness”, 2019
video, 10′

Uma floresta tranquila. Névoa vagueia pelo ar como uma alma perdida. Fantasmas de animais assombram a paisagem. Inspirado em antigas crenças animistas em que plantas, animais e lugares possuem uma essência espiritual distinta, o filme aponta para a nossa crescente incapacidade de reconhecer que as outras criaturas são seres conscientes como nós somos.

4ª Sessão: sábado, 11 de Abril, às 21h
Paulo Mendes “Deadpan (The Forgotten Maske)”, 2003
cor, som, 10’17”

Este vídeo faz parte de uma instalação com dupla projecção que inclui o video DEADPAN (The Classic Chair).
Um trabalho de video-performance com a participação de Miguel Pereira.
O design adquiriu nas sociedades industrializadas um forte poder de sedução pela estetização do quotidiano em todas os seus distintos parâmetros. As personagens dos vídeos ONLY REAL LIFE IS BETTER e DEADPAN são uma metáfora à sociedade contemporânea que idolatriza a superficialidade simbolizada pela moda e pelo design. Hal Foster, principal referência teórica para a realização destes trabalhos, tece importantes considerações sobre este facto em “Design and Crime (and Other Diatribes)”” (2002) em que afirma que o designer hoje em dia é uma espécie paradoxal de “Deus Ex-Machina” e que de constructed subject passamos a designed subjects, numa total e nova alienação do sistema consumista.

5ª Sessão: quarta-feira, 15 de Abril, às 21h
Ana Deus “Passarinho de Berlim” (2018)
vídeo, cor, 17’05”
Paulo Ansiães Monteiro “Palavrácidos” e “Glossolábias”(2019)
vídeo, cor, 15’41”

Filmar os filhos é normal, mas o que me pareceu especial nestas imagens reencontradas há cerca de dois anos foi a forma como o fizemos.
Fomos protagonistas dessa felicidade, era natural, mas foi também aumentada pela câmara, como um espelho/olho que dobra e devolve tudo o que vê. A câmara, assim como o projetor de slides, o ecrã duma tv barata ou uma mesa de vidro eram brinquedos como os outros, ou melhores ainda. Passarinho de Berlim era um personagem que o nosso filho mais velho criara para as suas próprias filmagens. Achei que seria um bom nome, quase como metáfora dessa nossa existência, tão caseira mas tão fora dali. (Ana Deus)

6ª Sessão: sábado, 18 de Abril, às 21h
Maria Miguel von Hafe “Intervalo entre Dois Pontos (Ida e Volta)”, 2016
Vídeo Full HD, 16:9, som, cor, 51’39”
Nelson Duarte “Contentes?”, 2020
Video stop motion de caderno com técnicas mistas, 30,5x22cm 34”
Maria Miguel von Hafe e Nelson Duarte “internetamente”, 2020
Video 3d – loop, 3’21”

7ª Sessão: quarta-feira, 22 de Abril, às 21h
Fernando Sebastião “Rezinga (mono log)”, 2019
vídeo 16:9, som, 7’52”

8ª Sessão: sábado, 25 de Abril, TODO DIA
14h00 | Es_col_a de José Almeida Pereira (2012)
14h30 | Redenção de Tchê Vinicius Ferreira (2013)
15h00 | Sissyparity de Tales Frey (2020)
15h30 | Cunho de Álvaro Oliveira (2019)
16h00 | To New Horizons de Miguel Teodoro (2020)
16h30 | voz activa de Carolina Grilo Santos (2020)
17h00 | Mediterrâneo de Melissa Rodrigues & Miguel F. (2019)
17h30 | Pu-di-ca de Samuel Silva (2012)
18h00 | O confinado _ The Confined Man _ Der Eingesperrte Mann de Sérgio Leitão (2020)
18h30 | Abracadabra de Susana Gaudêncio (2020)
19h00 | 56, de Felícia Teixeira, João Brojo e João Teixeira (2020)
19h30 | And that´s What I Want to Do, Tell you Wonderful Things de Filipe Marques (2020)
20h00 | Quem dá crédito à tua liberdade de Max Fernandes (2019)
20h30 | Diário gráfico #09: Espaços em Reserva de Rui Neto (2010-2016)
21h00 | Ni nha rias de Manuel Santos Maia e Samuel Silva com Osso Vaidoso e poema de Alberto Pimenta  (2012)
21h30 | Em Sequência de Antonio Lago – performance apresentada pela Galeria Ocupa (2020)
22h00 | Concerto por João Ricardo e Alberto Lopes (2020)

9ª Sessão: quarta-feira, 29 de Abril, às 21h
José Costa “Hipérbole”, 2020
Vídeo, cor, som, 7’24”

10ª Sessão: sexta-feira, 1 de Maio_TODO DIA

10h00 | J.O.Câmbios de José Oliveira (2019)
10h15 | Indignados, Aliados de José Almeida Pereira (2011)
10h30 | Outside de Carla Castiajo (2020)
11h00 | Horas Infinitas de Sónia Neves (2020)
11h30 | Distant Feeling(s) de Daniel Pinheiro (2020)
12h00 | Pneuma de Inês Fernandes (2019)
12h30 | exercício da imagem ii de cunha pimentel (2018)
13h00 | Manifesto de Alexandre Osório (2011)
13h30 | Measurability de Daniel Pinheiro (2019)
14h00 | Patelas (parte 1 e parte 2) de José Oliveira e Artistas (2020)
14h30 | Electrolux de João Baeta (2015)
15h00 | Daniel Pinheiro – performance em direto via Zoom
15h30 | Astro Gêmeo de Chana de Moura  (2019-2020)
16h00 | Patelas de José Oliveira (2018)
16h30 | Superfície plana, corpo-coisa, paisagem de Duda Affonso (2019)
17h00 | Francis de Catarina Cubelo e Marie Roux (2019)
17h30 | Amachucar de Susana Chiocca (2020)
18h00 | ler llansol e outras manualidades, Bernardo RB e CEM – Centro em Movimento _ Leituras em direto via zoom
18h30 | Non – Viagem a tracejado até ao extremo litoral do mundo de Manuel Santos Maia (2008-2010)
19h00 | Ferramentas de cura de Alexandre Delmar (2019)
19h30 | ALTO contraste  de Filipa Fernandes (2019)
20h00 | Am I Bind de Joana Paraíso (2008)
20h30 | Shot noise de Marta Amorim (2020)
21h00 | Histórias do fundo do quintal de Tiago Afonso (2012)
21h30 | Sólido continuum de tempo de António Lago (2020)
22h00 | Garcia da Selva e Mafalda Santos _ Vídeo-Concerto
22h30|  Concerto de O Gringo Sou EU

Próximas Apresentações:

11ª Sessão: quarta-feira, 6 de Maio, às 21h
Celeste Cerqueira “Rota da seda”
2019
Vídeo, cor, som, 2’30’’

Silvestre Pestana “UNI SÓ VER”, 2020
Vídeo, cor, som, 12’48”

12ª Sessão: sábado, 9 de Maio, às 21h
Cristina Regadas “Campo”, 2016
Vídeo, cor, 5′ 02″
Filme super 8 transferido para vídeo digital

 

APRESENTAÇÕES ANTERIORES
link para visualização das obras apresentadas no ciclo:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLan-tPpJNbGZeA7eF7wEd3h2GH0IrCyBe

 

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