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Quando “te vês” é tudo

14 Dez, 20134 Jan, 2014

Silvestre Pestana, Pedro Tudela, António Olaio, Hugo Soares e João Gigante, Vera Mota, André Fonseca , Hugo de Almeida Pinho.

 

Curadoria de José Maia, Ana Carolina Frota, Patrícia do Vale, Rita Breda, Suzana Torres Corrêa.

 

A instabilidade do objecto da performance não nos permite localizá-la num ponto, mas desloca-se numa cadeia entre a acção, a documentação, os objectos de memória, o testemunho, a partitura… A performance histórica coloca o corpo no centro da prática artistica,
constituindo-se enquanto movimento que pensa, desde dentro do corpo inscrito num tempo-espaço, o que acontece quando um corpo age em frente a outro. Perante a proposta da performance, artista e espectadores criam um acontecimento. O campo expandido em que a performance actualmente se inscreve inclui práticas como apresentações mediadas por meios tecnológicos, e mediação através de registos e de objectos de memória. Estas práticas permitem-nos pensar a performance para além do acontecimento. As práticas artisticas de representação da performance estão desde sempre profundamente ligadas à fotografia. Desde o seu aparecimento os artistas incorporaram o registo fotográfico na performance, assumindo os vestigios da performance ou a sua documentação como parte integrante da sua prática artistica e como meio de disseminação da performance. A fixação de imagens hápticas criticamente seleccionadas pelo artista, consciente da documentação como narrativa de uma acção, e que se inscrevem como imagens icónicas, constituem-se muitas vezes como único indício da performance. Evidentemente que estes registos visuais fragmentários de um processo complementam a documentação em diferentes formatos, proveniente de diferentes fontes, formando uma tecitura que constituirá a memória da performance enquanto proposta artistica materialmente efémera. O registo fotográfico acrescenta uma camada visual que informa sobre a linguagem própria dos objectos, a eloquência do material, a indefinível poesia do tempo. Depois da inscrição da Polis a partir da imagem em movimento na obra de artistas do Porto, no segundo momento deste projecto daremos conta do movimento entre performance e fotografia, dos gestos, dos acontecimentos e das imagens que constituem. Apresentaremos dois momentos de materialização de acontecimentos e uma exposição que se constitui enquanto “expeausition”, segundo a proposta de Jean-Luc Nancy em Corpus, pensando a pele que se expele na performance como lugar
de acontecimentos de existência, os indícios do corpo e a presença da ausência que permanece. Apresentamos propostas de artistas de diferentes gerações, desde os anos 60 até à segunda década do século XXI, e faremos a revisitação de obras apresentadas nos anos 80, 90 e 2000, tendo em conta a performatividade do acto de fotografar mas também a performatividade do corpo consciente do acto fotográfico.

 

PROGRAMA:

Patente de 14 de dezembro 2013 a 4 de janeiro 2014

14 de dezembro 2013, 16h | Inauguração da exposição “Quando ‘te vês’ é tudo”

14 de dezembro 2013, 18h30 | Conversa entre os artistas, os curadores e o público sobre a exposição “Quando ‘te vês’ é tudo”

4 de janeiro 2014 | Finissage da exposição colectiva “Quando ‘te vês’ é tudo”


Rua de Miraflor, 159,
4300-334 Campanhã, Porto

terça a sábado,
15:00 às 19:00


espacomira@miragalerias.net
929 113 431 / 929 145 191