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Performance / Conversa Aberta: Raquel Castro, Gil Delindro, José Maia, O Morto

Out 28

No âmbito da exposição “Marégrafo” de Gil Delindro decorre na próxima sexta, com início às 21h30, uma conversa e duas performances sonoras:
21h30
Conversa com: Gil Delindro; curadora e investigadora Raquel Castro; curador José Maia;
Performance Sonora de Gil Delindro
Performance “O Morto” de Mestre André
RAQUEL CASTRO
Investigadora, realizadora, e curadora. Fundadora e diretora artística do festival Lisboa Soa e do simpósio internacional Invisible Places. Doutorada em Comunicação e Artes pela Universidade Nova de Lisboa e investigadora integrada no CICANT / Universidade Lusófona, onde participa em projetos que se debruçam sobre a experiência aural nos territórios urbanos. As suas atividades enquanto investigadora e curadora resultaram em diferentes documentários, como Soundwalkers (2008) e SOA (2020), onde entrevistas, arte e ambientes sonoros se combinam para alargar a consciência sobre som. Atualmente, Raquel é curadora da exposição Sound Art in Public Spaces, no âmbito do projeto europeu Sounds Now, que integra várias organizações e festivais de música da Europa e colabora regularmente com outros investigadores, artistas e festivais.
O Morto (performance)
MESTRE ANDRÉ
http://www.mestreandre.net
Mestre André é um artista sonoro eborense, Mestre em Artes em Música pela Universidade Nova de Lisboa com investigação no World Soundscape Project (SFU, CA).
André trabalha como gravador de campo, performer, compositor e artista sonoro para cinema, dança, performance e teatro. Compõe música eletroacústica para sistemas multicanal sob o pseudónimo O Morto, improvisa música eletrónica como Alacrau e produz batidas como Notwan.
É integrante de bandas como Älforjs, Jibóia e Banha da Cobra.
Apicultor e micófilo envolvido no pensamento ecológico da estética em contextos naturais, tem explorado a estética da ruptura, com trabalhos teóricos sobre ‘estética sociopolítica do ruído e da arte’. Agora, o seu trabalho reflete sobre um pensamento ecológico de prática criativa e relações estéticas dentro de contextos naturais humanos e não humanos. Dentro desse assunto, publicou recentemente um artigo (“Towards a Rewilding of the Ear”) pelo jornal Organized Sound. Esteve também em 2020 a trabalhar como assistente de investigação de um artista sonoro investigador na RMIT Universityem Melbourne.
GIL DELINDRO (performance)
Gil Delindro (1989, Portugal) é um artista sonoro e visual com amplo reconhecimento internacional pela pesquisa ambiental site-specific que desenvolve, nomeadamente em lugares e paisagens limite, comunidades isoladas e condições geológicas e climatéricas extremas.
Uma pesquisa constante em territórios distintos, de onde se destacam o deserto do Sahara “Twom 2015”, florestas do Brasil “Resiliência 2017”, Sibéria “ Permafrost 2018”, Vietnam Rural “Blind Signal 2019” Glaciar do Rhone ”La Becque 2019”, Vulcões de Auvergne “Artistes en Residence 2021”
A prática de Gil Delindro explora ligações entre ecologia, geologia, antropologia e acústica, através de peças escultóricas que vivem entre estados efêmeros da matéria orgânica, detritos geológicos e biológicos. Esculturas que transportam em si os efeitos imprevisíveis do tempo, clima, erosão e condições atmosféricas externas.
Delindro contrapõe questões e tensões contemporâneas entre humanos e um planeta em rápida mudança, ao criar uma obra que vive de sistemas frágeis entre caos e controle, onde a Natureza tem autoridade e autonomia própria.
O foco é ouvir a “transformação” das matérias, nada é estável, nada é permanente, e é essa impermanência que se tenta retratar. De certa forma, a obra de Delindro opõe-se a uma das grandes vontades históricas da Escultura — a tentativa de conter intacta no tempo uma forma física — pois a sua prática não procura o objeto, mas antes uma mutação contínua entre forças vivas.
O trabalho de Delindro já foi exibido na Europa, Ásia, África, América do Norte e do Sul, com prémios e bolsas de instituições como: Berlin Masters Schliemann Award (DE), VARC (Visual Arts for Rural Communities, UK), ENCAC (European Network for Comtemporary Av Creation), EMARE (European Media Art ), EDIGMA Semibreve (prémio de media art, PT), Fundação Gulbenkian (PT), Berlin Senate for Kultur (DE), Goethe Institute (DE), STEIM Foundation (NL), Francoise Meier Foundation (La Becque, CH), EOFA (Embassy of Foreign Artists, CH), Rivoli (Teatro Municipal do Porto, PT), DGartes (Ministério da Cultura de Portugal, PT), Criatório ( Município do Porto, PT ) entre outros.
Em 2016 foi selecionado pela plataforma SHAPE, como um dos artistas sonoros mais inovadores da Europa e programado por festivais de referência como MusikProtokoll (AU), Novas Frequências (BR), CynetArt (DE) Athens Digital Arts Fest (GR), ARS Eletronica(AU), Submerge festival (UK), Semibreve (PT), Lisboa Soa (PT).
Destacam-se as exposições a solo: The weight of repetition #2: (un)measurements (MeetFactory Gallery, Praga, 2016), Permafrost (LAboral, Gijon, 2017); A grain within this cloud of Dust (Gallery im Turm, Berlim, 2018); “A perennial earth” (Goethe Institut Vietnam, 2019); Harbour (Living Art Lab, Amsterdão, 2020); “the sound of an Earthquake contained in a room” (Le Creux de L’Enfer França, 2022); “Fictional Forest” festival Lisboa Soa (Trienal de Arquitectura de Lisboa 2020); ” Burned Cork Resilience ” (Fundação de Serralves, Porto 2022); “Carva Lavra” (Gnration, Braga 2022); e as exposições coletivas “BADaward – Biological Clocks of the Universe”, MU Art Center, Holanda, 2018); To bough and to bend (Bridge Projects, Los Angeles, 2020); , na WRO Biennal of Media Art com a exposição Rhone (Wroclaw, Polónia, 2021), e na Berlin Masters 2021 na Berlin Masters Foundation de Berlim.
www.delindro.com
Apoio: Criatório

Rua de Miraflor, 159,
4300-334 Campanhã, Porto

terça a sábado,
15:00 às 19:00


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929 113 431 / 929 145 191