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entre o caminho e a clareira

Mai 14Jun 26

Na exposição “entre o caminho e a clareira” a natureza gémea e inexata das criações site-specific de Miguel Teodoro, Felícia Teixeira e João Brojo, para galeria MIRA FORUM, projetadas para a CI.CLO em 2021, são suporte de uma cosmovisão ligada pela existência das imagens.
Em ambos os casos, a criação colocará no centro o modo relacional, social e existencial do humano. Tanto em How to become native de Miguel Teodoro como em HOJE de Felícia Teixeira e João Brojo, estamos perante projetos de retorno e de renegociação do pacto entre humanos e a natureza.
MIGUEL TEODORO
How to become native, 2021
Instalação site-specific, com fotografia, escultura metálica.
Dimensões variáveis
Sinopse
Tendo como ponto de partida o trabalho do agroecologista americano Wes Jackson, o projeto propõe uma reflexão sobre questões associadas à frágil condição contemporânea de lugar, identidade e ambiente.
Como nos podemos tornar nativos de um lugar?
É a partir desta questão subversiva e problemática que o projeto opera, assumindo os seus desdobramentos poéticos, políticos, culturais, sociais e ecológicos como território de exploração do papel da imagem neste processo.
É neste reconhecimento do desfasamento inerente à relação entre humano / não-humano, que a questão de partida se torna pertinente. O reconhecimento do corpo como compósito, extensão de uma paisagem, de um ecossistema complexo que é, antes de tudo o resto, social. Será necessária a (des)aprendizagem das noções de coexistência, de escuta, de reciprocidade, de negociação e de retorno. (Miguel Teodoro)
FELÍCIA TEIXEIRA | JOÃO BROJO
HOJE, 2021
Instalação site-specific, com fotografia, estrutura metálica, vídeo, objetos e múltiplo de artista
Dimensões variáveis
Sinopse
Tiram a camisa para apanhar sol aos primeiros raios de inverno. Nas rochas, constroem-se mesas para jogar às cartas. A pele da lampreia é retirada como quem despe as meias quando chega a casa. As sapatilhas saem dos pés aos primeiros kms. HOJE é tudo o que acontece. Uma reflexão sobre a atração da imagem, ciente de antemão de que a imagem é em si uma urgência de quem a procura e dá a ver. O hoje, vive-se todos os dias, a cada dia, como se fosse a primeira vez. Um arquivo a partir do lugar em que, o que é natural se funde com a emergência de uma cidade em constante ebulição. Um arquivo a partir da dualidade do que, o que a natureza tem de espontâneo ao mesmo tempo que tem de manipulação. (Felícia Teixeira e João Brojo)
Curadoria: José Maia
Texto crítico e assistência de curadoria: João Terras
NOTA BIOGRÁFICA DOS ARTISTAS E CURADORES
MIGUEL TEODORO
Miguel Teodoro, (Viana do Castelo, 1997), vive e trabalha no Porto. Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (2019), estudou na Akademie der Bildenden Künste em Viena (2018/19).
Na sua prática artística intersecta diferentes disciplinas, centrando o seu pensamento nas relações entre corpo, espaço e matéria. Integra diversos projetos de coletivos artísticos, realizou diversas residências artísticas e projetos de investigação em Cabo Verde e no Brasil.
Expõe regularmente desde 2016, destacando-se as exposições: 10/40, Collective Exhibition na kubikgallery, 2019; Exposição coletiva ‘pedra-sombra’ com Cláudio Reis e curadoria de Tiago Casanova integrado no Ciclo Douro Híbrido – Diálogos em torno da Arte, da Arquitectura e do Douro, 2019; Religar, Residência Artística: Deslocações #02, Museu Internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso, 2019; Rundgang, Exposição coletiva, Akademie der Bildenden Künste Wien, Semperdepot, Viena, 2019. Recebeu o prémio aquisição Artes Plásticas 2019 e integra a coleção da Faculdade de Belas Artes do Porto.
É co-autor do projeto Mnemonic e membro do Coletivo Lab.25.
Paralelamente à sua prática artística é arte-educador no Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves.
FELÍCIA TEIXEIRA | JOÃO BROJO
Felícia Teixeira (Vila Real, 1988) e João Brojo (Fundão, 1987) licenciados em Artes Plásticas – Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2011. Em 2014, Felícia Teixeira concluiu na mesma instituição, o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas. Trabalham enquanto artistas plásticos, em dupla, desde 2011.
Realizaram o primeiro trabalho em conjunto na exposição coletiva Parking – Grátis, na Moagem – cidade do engenho e das artes, no Fundão, em 2011.
Validity of a study foi a primeira exposição individual enquanto dupla. Teve lugar na Galeria Painel, no Porto, em 2013.
Participaram em inúmeras exposições coletivas a nível nacional e internacional, de onde se destacam as colaborações com o Espaço Mira e os Maus Hábitos, no Porto; a Galeria Graça Brandão, em Lisboa; a New Jorg, em Viena de Áustria.
Almoço de Trabalhadores, foi a segunda exposição individual e teve lugar no O Sol Aceita A Pele Para Ficar, em Guimarães, em 2016.
Em setembro de 2020, apresentaram a título individual a exposição YAH no Espaço Mira, no Porto, concebida num período pós-confinamento.
Participaram em várias residências artísticas a nível nacional e estão representados na Coleção de Livros de Artista da Fundação de Serralves e na Coleção de Audiovisual da Balaclava Noir.

Rua de Miraflor, 155,
4300-334 Campanhã, Porto

terça a sábado,
15:00 às 19:00


miraforum@miragalerias.net
929 113 431 / 929 145 191