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LIVROS no MIRA _ “As memórias de Adriano”

Mai 3

LIVROS no MIRA _ As memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar
Memórias de Adriano tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (século II d. C.). Uma carta em que lhe promete contar toda a verdade, sem as reservas próprias da história oficial. Pouco a pouco, através desta serena confissão, suscitada pelo pressentimento de que a morte se aproxima, ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável, que soube pacificar o império, tornar a sociedade romana um pouco mais justa, melhorar a sorte das mulheres e dos escravos.
Obra vencedora do prémio Femina Varesco.
Este romance é seguramente um dos mais importantes de Marguerite Yourcenar e uma das obras de referência da literatura contemporânea.
(Wook)
| há uma edição RTP por 9€ |
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NOTA BIOGRÁFICA
Pseudónimo da escritora francesa Marguerite de Crayencour, nascida em 1903, em Bruxelas, Bélgica, e que veio a naturalizar-se norte-americana. A sua mãe, a aristocrata belga Fernande de Cartier, morreu 10 dias após o parto e a jovem Marguerite mudou-se para o norte de França com seu pai, onde permaneceu até 1914, altura em que a Primeira Guerra Mundial obrigou a família a fixar residência em Londres.
Já em Inglaterra, Marguerite aprendeu inglês e iniciou o estudo das línguas clássicas com o seu pai, Michel de Crayencour. Marguerite nunca frequentou a escola, tendo sempre estudado em casa com o pai ou com precetores que lhe proporcionaram uma educação esmerada. O pai, Michel, influenciou-lhe o gosto pela literatura francesa e pela literatura russa, tendo ambos encetado inúmeras viagens pela Europa e pelo Médio e Extremo Oriente durante a juventude da autora.
Aos 16 anos escreveu o seu primeiro livro, Le jardin des chimères (O Jardim das Quimeras), que foi publicado em 1921 numa edição paga pelo próprio pai, sob o pseudónimo “Marg Yourcenar”. O apelido “Yourcenar”, anagrama de Crayencour, o seu nome de família, foi criado por Marguerite e Michel.
Em 1926 o pai voltou a casar e a autora mudou-se para a Suíça. Publicou Feux (Fogos) em 1936 e, um ano depois, conheceu Virgínia Woolf com quem colaborou em várias traduções.
Antes de partir para os Estados Unidos publicou Nouvelles orientales (Contos Orientais) do qual fazia parte o conto “A Fuga de Wang-fô”. Depois de 10 anos a viver nos Estados Unidos, Marguerite pediu a nacionalidade norte-americana. Frequentou a Universidade de Yale e ensinou literatura francesa no Sarah Lawrence College, em Nova Iorque.
Em 1951 publicou Mémoires d’Hadrien (Memórias de Adriano), fruto de quinze anos de trabalho, a sua obra maior que a tornou internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L’oeuvre au Noir (A Obra ao Negro), 1968, uma biografia imaginária de um herói do século XVI atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios e memórias, manifestando uma atração pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou la vision du vide (1981, Mishima ou a Visão do Vazio) e Comme l’eau qui coule (1982, Como a Água que Corre).
Marguerite Yourcenar foi a primeira mulher convidada para a Academia Francesa de Letras, em 1980, tendo ocupado o lugar em janeiro de 1981. A autora faleceu a 17 de dezembro de 1987, nos Estados Unidos, deixando uma marca profunda na literatura de expressão francesa. (Infopédia)

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