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VIRGENS E BRUXAS de Margarida Paiva e Anaïs Lalange
MIRA Galerias | MIRA FORUM
Exposição
11.01—1.03.2025
Virgens e Bruxas é um ensaio fotográfico colaborativo entre a artista Margarida Paiva e Anaïs Lalange que usa referências ao ecofeminismo. O ecofeminismo é uma corrente que procura explorar as interconexões entre a opressão das mulheres e a degradação ambiental, circunstâncias relacionadas às estruturas do poder patriarcal. O projeto destaca a interligação entre as mulheres e a natureza, partindo de quatro arquétipos - a Virgem, a Bruxa (patentes na exposição), a Mãe e a Anciã (em desenvolvimento).
O projeto explora estes arquétipos através do simbolismo das máscaras, fabricadas por Anaïs Lalange, objetos relacionados com o ativismo e que reforçam a ligação entre o meio ambiente, os mitos e o folclore. As máscaras tornam-se uma ponte entre o mundano e o sobrenatural, associando-se às figuras das virgens e bruxas enquanto arquétipos de poder, mistério e conexão com a natureza.
A exposição inclui também o vídeo Soul Blindness (2019), de Margarida Paiva. Inspirado em antigas crenças animistas, que atribuem uma essência espiritual distinta a plantas, animais e lugares, o filme destaca a nossa crescente incapacidade de reconhecer que as outras criaturas são seres conscientes, assim como nós.
A exposição integra o projeto (IN)visibilidades e Derivas e tem o apoio da República Portuguesa/ DGARTES
Nota Biográfica
Margarida Paiva é uma artista residente em Oslo que trabalha com cinema, fotografia e instalação. Em 2000, concluiu a Licenciatura em Artes Plásticas na Faculdade de Belas-Artes do Porto e, em 2007, completou o Mestrado na Academia Nacional de Artes de Oslo. O seu trabalho recente resulta de uma exploração pessoal da dimensão mística do mundo natural. Entre as suas exposições recentes destacam-se: Fotografiens Hus (Oslo), Centre Photographique d’Ile-de-France (Pontault-Combault), Muratcentoventidue Contemporary Art Gallery (Bari) e Camara Oscura Contemporary Art Gallery (Madrid).
Anaïs Lalange estudou Teatro e Filosofia na Universidade de Caen, concluindo o curso em Teatro após um intercâmbio na Queen Mary University of London em 2010. Com formação em teatro físico, dança, música e artes marciais, começou a criar máscaras feitas à mão em 2014, após vários anos de treino e atuação como lutadora profissional. Anaïs cria máscaras para artistas de todo o Reino Unido e além, encenando-as em cenários surrealistas que fotografa.