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MULTIPLEX 2024
MIRA Galerias | Espaço MIRA
Exposição
29.05—1.06.2024
"Multiplex -24” Exposição Coletiva de Videomapping
Numa parceria anual entre a Universidade Lusófona do Porto (ULP) e o Espaço Mira será inaugurada na Quarta-feira, 29 de Maio, às 16h, a exposição coletiva de videomapping de artistas alunos finalistas do curso Comunicação Audiovisual e Multimédia (CAM) da Universidade Lusófona, do Porto.
Organizada pelo curso finalista, a exposição “Multiplex -24” apresenta projetos realizados especificamente para o Espaço Mira. Todos os trabalhos foram concebidos e realizados ao longo dos últimos três meses.
Figurativas ou abstratas, realistas ou ficcionais, as obras abordam temáticas contemporâneas tão diversas quanto o ambiente, a condição humana, o pensamento abstrato, o sonho e o futuro.
GRUPO A - Catarina Rocha, Ema Leal, João Brito e Nelson Dias
Pixel Mario
Este projeto procura provocar um sentimento de nostalgia em torno do universo de Super Mario, figura icônica dos videojogos, utilizando Video Mapping e Realidade Aumentada.
O nosso objetivo com este projeto é criar um momento de diversão e permitir ao utilizador um diálogo com o passado e a sua infância.
Os utilizadores irão presenciar uma projeção de vídeo mapping, e também utilizar um filtro que irá permitir ao utilizador estar imerso no universo do videojogo, com a ajuda da Realidade Aumentada.
Essa evocação da memória traduz-se na dimensão estética do trabalho utilizando um estilo retro, pixel art e a nível de som o sistema 16bit.
GRUPO B - Catarina Machado e Patrícia Lopes
Fios Invisíveis - A Manipulação Oculta dos Media
Na sociedade atual em que vivemos, jornais, televisão e plataformas digitais são utilizados para moldar opiniões e comportamentos. Facto acentuado pela proliferação das fake news e de desinformação. As grandes corporações utilizam a publicidade e o marketing para influenciar as nossas escolhas de consumo e criar necessidades artificiais. Certos governos recorrem à propaganda para justificar ações, moldar narrativas nacionais e suprimir dissidência.
Esta lavagem cerebral que nos empurra para um estado vegetativo e de submissão pode trazer certas vantagens a nível global, como preservar a paz. Mas a que custo? Ao da ignorância? Devemos aceitar tudo o que nos é dito ou mostrado sem verificar a sua credibilidade e utilidade? Devemos abdicar do nosso pensamento critico a favor de interesses pessoais de terceiros?
É este fenómeno real, mas muitas vezes desconsiderado pelos cidadãos (todos nós) que esta exposição interativa procura relembrar. Não como forma de criticar as nossas escolhas, mas como um lembrete de que temos essa escolha: podemos optar por ser ovelhas seguindo o rebanho sem nos questionarmos sequer qual a direção a que este se dirige; ou podemos ser uma ovelha pensadora, que primeiro pergunta qual o caminho.
GRUPO C - Afonso Couto, Fernando Costa, Gonçalo Rebelo, Stefane Rocha e Wender Dias
MIRAGEM HARMÓNICA
Inspirado pelas composições rítmicas e repetitivas de Steve Reich e pela abordagem atmosférica de Bill Frisell, este projeto procura criar uma sinergia entre som e imagem, onde cada nota se traduz em visualizações dinâmicas.
O trabalho foca-se em elementos de cariz minimalista que gradualmente se transformam e interagem, criando uma experiência imersiva para o público através da realidade aumentada.
O som é reproduzido aleatoriamente através de uma biblioteca de sons pré-gravados, que inclui uma variedade de notas, acordes e efeitos sonoros inspirados nas obras dos referidos autores. Esta abordagem aleatória garante que cada performance seja única, com combinações imprevisíveis, explorando novas texturas e paisagens sonoras.
Grupo D - Bruno Santos, Diogo Coutinho, Ricardo Oliveira e Tomás Taveira
Alegoria de uma Vida
A instalação visa criar um espaço temporal onde o espectador pode suspender a sua ação para refletir. Através desta paisagem misteriosa e hipnotizante convidamos o espectador a desligar-se do seu mundo héctico. Do jardim preto e branco nascem as flores da morte, que se movem com a força do vento relembrando o sacrifício e o desassossego. Com a utilização da tecnologia AR (Augmented Reality) pretende-se promover o dinamismo da paisagem e o dinamismo da interação do espectador. Este projeto, inspirado em três personagens de manga (Guts, Musashi e Thorphin), propõe uma filosofia de metarmofose pessoal. A paisagem baseia-se na conjugação de três cenários da história das personagens (Pradaria, Florestas e Montanhas), e pretende evidenciar um ciclo de vida e de morte através dos seus elementos. Apelamos a que use este momento para se despir das suas responsabilidades e apreciar a monotonia da vida.
Grupo E - Caio Rocha
Umbral
Aliando a tecnologia contemporânea com a arte clássica, esta obra tem como objetivo criar um portal para o novo que já foi contemplado. Utilizando ferramentas avançadas de Inteligência Artificial, Rastreamento 3D e Realidade Virtual é possível, por meio de uma câmara, aceder e explorar o "universo" de renomados mestres da arte pictórica.