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VITRINE, 2024

Silvestre Pestana

MIRA Galerias | MIRA artes performativas

Exposição

5.01—27.04.2024

A exposição chama-se VITRINE, 2024, poema expandido 7 Leds display. A sua leitura, enquanto Poética da Escrita Luminosa de baixa resolução, é intensamente urbana, operativa nas auto estradas, hospitais, aeroportos, painéis de comando e nos videojogos. Os transeuntes podem aceder à instalação poema a partir da sua visão exterior, possibilitada pelas portas envidraçadas das instalações do MIRA | artes performativas na Rua António Vieira, 68. O Poema Led expandido VITRINE, encontra-se activado desde o anoitecer ( 18:00 até às 24:00.). O nevoeiro portuense acentua um certo mistério a intensidade do conjunto Led.

Nota Biográfica

Natural do Funchal, Silvestre Pestana (1949-) é licenciado em Artes Gráficas e Design pela ESBAP, mestre em Ensino de Arte e Design pela De Montford University. Foi professor da ESE do Instituto Politécnico de Coimbra. Estudou Televisão e Música Electrónica na Universidade de Estocolmo.

A sua obra impõe-se pela radicalidade das intervenções que, desde o primeiro momento, se apoiam num intencional hibridismo resultante do jogo e permutação entre signos linguísticos e signos não linguísticos. A contaminação que, nos anos 1960 e 70, deriva da utilização de material gráfico diverso, passará a encontrar, nos anos 80, um apoio na utilização do vídeo e dos meios informáticos. A este nível, pode dizer-se que a sua poesia para computador abriu novos rumos à poesia experimental. Misturando frequentemente, e de um modo intencional, questões relacionadas com a materialidade e a mediação, na sua obra os procedimentos baseados em sistemas digitais aparecem misturados com a representação de carácter analógica. Os seus trabalhos recentes, no âmbito da performance, em espaços reais ou virtuais como o Second Life, são fundamentais para aferir o modo como as práticas experimentalistas interferem com as práticas sociais em que se articulam.

Obras principais > Algumas das suas exposições individuais incluem: Acrilic Kunst, Galeria K, Estocolmo (1972); Poema / Ovo, Galeria C.A.P.C. (1977); As Ilhas Desertas, Galeria Árvore (1979); Radiologias, Galeria C.A.P.C. (1980); Bio-Virtual, Galeria Árvore (1984); Bio-Virtual, Galeria Leo (1984). É autor dos vídeos: Ave (1976); Mater (1978); Vi deo poemas (1979); Óvulo (1979); A Computer Story (1979); Necro-Eco (1979); Crosnosgrafias (1979); Pirâmide (1979); Homeostasis (1980); Geo-Psico-Verso (1980); Bio-Virtual (1983). Autor, nos anos 80, de poemas programados para ZX81, ZX82 e, posteriormente, em versão cromática para Spectrum, intitulados Computer poetry. Realizou pautas poético-gráficas musicais para Anar Band (Rui Reininho e Jorge Lima Barreto, 1977) e publicou o livro/catálogo de exposição Águas Vivas (Galerias Alvarez, 2002). Organizou com Fernando Aguiar Poemografias (Livro e Exposição itinerante de Poesia Visual, em 1985), co-organizou What is Watt? (desde 2001), e participa com frequência na Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira. A sua obra foi objecto de uma exposição no ciclo Nas Escritas PO.EX (Povo Novo Virtual, 2013).

Sítio web do autor http://pestanasilvestre.wordpress.com/

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