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Sétimo Continente, Relatório Confidencial
Curadoria: António Olaio, Paulo Mendes A.Caramelo, Bárbara Fonte, Fabrizio Matos
MIRA Galerias | MIRA FORUM
Exposição
8.11—20.12.2025
Com a participação de António Caramelo, Bárbara Fonte e Fabrizio Matos.
“Parece-nos hoje mais fácil imaginar a deterioração absoluta da Terra e da natureza que o fim do capitalismo tardio; talvez isto se deva a uma falha na nossa imaginação.”
Fredric Jameson, The Seeds of Time
O projeto expositivo “Para além do Tempo e do Espaço, no Sétimo Continente” apresenta um conjunto transversal de aproximadamente trinta artistas e performers portugueses, estilística e geracionalmente diferenciados, em que a subjetividade das suas visões distópicas constitui o fator que unifica os seus trabalhos.
São obras que evocam ficções ativadas por realidades complexas e mapeamentos de mitologias individuais, refletindo o conturbado tempo social e político que atravessamos.
Um sétimo continente de utopias projeta-se assim em contraponto aos seis que constituem os nossos lugares geográficos, aqueles que ocupam as memórias do corpo social coletivo. Trata-se de uma premonição de um futuro redentor ou terrível, que nasce do jogo especulativo-criativo entre a realidade e a ficção.
Esta exposição realiza-se no âmbito do projeto “Em Liberdade”, apoiado pela RPAC — Rede Portuguesa de Arte Contemporânea — e envolve o Colégio das Artes, o MIRA FORUM, a AiR 351 e o Lugar do Desenho.
Nota Biográfica
Bárbara Fonte
(n. 1981) Artista plástica licenciada em Artes Plásticas – Pintura e pós-graduada em Teoria e Prática do Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Foi docente de Desenho e Artes Visuais no ensino secundário e superior. Vencedora do Prémio Festival OFF PHotoESPAÑA 2025 e finalista do Prémio FLAD Desenho 2024.
Apresentou exposições individuais em espaços como a Galeria Adorna e o Maus Hábitos (Porto), o Sismógrafo (Porto), o CAAA (Guimarães) e a Galeria La Oficina (Madrid). Participou em mostras e festivais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Brasil, destacando-se Anozero’24 (Coimbra), MIRA FORUM (Porto), Centre Photographique d’Île-de-France (Pontault-Combault) e FotoFestival Solar (Fortaleza).
A sua prática explora relações entre corpo, memória e ficção, através do desenho, da instalação e da performance.
Fabrizio Matos
Vive e trabalha no Porto. Licenciado em Pintura e mestre em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde leciona ocasionalmente. O seu trabalho desenvolve-se sobretudo no campo do desenho, explorando a tensão entre memória e esquecimento, o mistério e a paisagem como espaço simbólico entre o velho e o novo.
É fundador do coletivo Pedra no Rim e tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais na Clube de Desenho, Sala 117 (Porto) e Colégio das Artes (Coimbra). Participou também em projetos coletivos e residências, incluindo Carpe Diem (Lisboa), Museu da Cidade (curadoria de Nuno Faria) e Galeria Cristina Guerra (Lisboa).
O seu trabalho integra coleções como a Fundação PMLJ e a Coleção Norlinda e José Lima, entre outras públicas e privadas.