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A Fotografia Fantasma

de Nuno Félix da Costa

MIRA Galerias | MIRA FORUM

Exposição

11.04—6.06.2026

Nuno Félix da Costa é um médico psiquiatra cuja prática clínica convive (ou se infiltra) com a sua criação artística. A reflexão sobre a complexidade da experiência humana manifesta-se na sua poesia, na fotografia, na pintura, no desenho.


Quando falamos destas diferentes dimensões não associamos o termo acumulação porque umas e outras se alimentam mutuamente: a psiquiatria proporciona-lhe o contacto direto com a complexidade humana e a produção artística é o campo de reflexão traduzível em diferentes linguagens – poesia, fotografia, desenho, pintura ...


Nesta exposição - A Fotografia Fantasma – o artista apresenta obras que tiveram por base uma fotografia sobre a qual ele intervém acrescentando camadas de material que traduzem presenças que podem vir da literatura ou ser o próprio presença na obra.


Sendo o MIRA FORUM a componente das MIRA Galerias dedicada à fotografia, assumimos como privilégio a obra plástica do Nuno Félix da Costa porque “no princípio era a fotografia”, porque nos interessa pensar a fotografia em todas as suas manifestações e componentes. Não podíamos deixar de trazer um autor – que também é fotógrafo – que expande a fotografia para além dela própria assumindo-a sempre na totalidade do arco criativo destas obras.


Curadoria: Manuela Matos Monteiro

Nota Biográfica

Nasceu em Lisboa em 1950, onde vive e trabalha. Psiquiatra. Foi professor da FML na área das Ciências Mentais.

Expôs pintura, fotografia e pintura sobre fotografia desde 1983. A sua obra explora a relação e a tensão entre a pintura e a fotografia, a representação e a interpretação, frequentemente incorporando manipulações químicas e digitais nas imagens fotográficas e/ou o acréscimo de matéria e pintura.

Publicou seis livros de fotografia: Retratos de hábito (Assírio &Alvim, 1983), Arte última, (Casa Fernando Pessoa, 1998), Portulíndia, (Córtex Frontal, 2009), Salão Lisboa, (Companhia das Ilhas, 2020), O mundo mesmo (2021, Cepe) e Portugal era assim, (Cortex Frontal, 2024).

Publicou, desde 1995, nove livros de poesia, os primeiros três na &etc: Noutro Sítio (1995), Panfletarium (1996), Cinematografias (1998). Depois, Arte última (Casa Fernando Pessoa, 1998), Catálogo de soluções (Córtex Frontal, 2010), Agora nós (Córtex Frontal, 2012), O desfazer das coisas e as coisas já desfeitas (Companhia das Ilhas, 2015), Epopeia mínima (Companhia das Ilhas, 2020), Manual para ser humano, (Cepe, 2021).

Publicou prosa: Pequena voz – anotações sobre poesia (Companhia das Ilhas, 2016), reeditado pela Cepe (Brasil) em 2018, e em Itália, Picola voce, (2023), Estar no sistema (Teodolito, 2019), A clínica e a patologia dos sistemas (Companhia das Ilhas, 2020) e O mim impossibilitado do acontecer (Cepe, 2021).

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