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Onde o Corpo Escuta a Matéria — Registos de um Corpo em Trabalho
Sofia Beça
MIRA Galerias | MIRA FORUM
Exposição
11.04—6.06.2026
Onde o Corpo Escuta a Matéria — Registos de um Corpo em Trabalho reúne obras desenvolvidas a partir de três residências artísticas realizadas na China entre 2024 e 2025, em Shangyu, Jingdezhen e Yixing. A exposição articula escultura cerâmica, registos visuais e som, assumindo o processo de trabalho, a deslocação e a experiência do território como matéria artística.
Para além das esculturas, a exposição integra fotografias e vídeos realizados durante as residências, reunindo momentos de trabalho, gestos, paisagens e ritmos encontrados nos diferentes contextos onde as obras foram produzidas. Estes registos visuais não funcionam como documentação ilustrativa, mas como parte constitutiva do próprio trabalho, tornando visível o tempo do fazer e as condições de produção que moldaram as esculturas.
A exposição inclui ainda uma criação sonora original do músico Jorge Queijo, concebida especificamente para o espaço expositivo. O som acompanha o visitante desde a entrada, estruturando a experiência da exposição como um campo de escuta onde matéria, imagem e território se cruzam.
Através deste conjunto de escultura, imagem em movimento e som, a exposição propõe uma leitura expandida da escultura, na qual forma, processo e lugar permanecem interligados — vestígios do que o corpo aprende ao trabalhar a matéria em contacto com outras paisagens.
Nota Biográfica
Sofia Beça é escultora cerâmica e membro da Academia Internacional de Cerâmica. Expõe internacionalmente desde 1997, desenvolvendo um percurso consistente no campo da escultura contemporânea, com presença em galerias e museus como a Sargadelos Gallery (Madrid e Barcelona), Amakusa Ceramic Art (Japão), Museu Nacional de Cerâmica González Martí (Valência), MIC – Museo Internazionale delle Ceramiche (Faenza), Museu de Arte Decorativa de Madrid e Design Museum de Barcelona.
Representou Portugal em diversos simpósios internacionais na Europa, Ásia e América do Sul, desenvolvendo trabalho em diálogo com diferentes contextos culturais, nomeadamente através de residências artísticas na China, Espanha, Hungria e Itália.
Foi distinguida com o 1.º Prémio em L’Alcora e no International Ceramics, o 2.º Prémio nas Bienais de Aveiro e Martí Royo, e menções honrosas em Manises e Aveiro. Realizou ainda murais em espaços públicos e privados em Espanha e Tunísia.