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QUINTAS NÓMADAS

Monstrator, performance-lecture

MIRA Galerias | MIRA artes performativas

Evento

7.09.2017

Monstrator, de Helena Botto, é uma performance que convoca um universo povoado por figuras liminares — monstros, freak shows, zoológicos humanos e imaginários expositivos marcados pela história colonial — para questionar os mecanismos de construção da alteridade e da diferença.

Partindo de uma estética do grotesco, o espetáculo constrói um espaço híbrido onde o exagero, a deformação e a ambiguidade se tornam ferramentas críticas. Entre o visível e o invisível, o humano e o “outro”, delineia-se uma constelação instável em que as fronteiras entre horror e humor se esbatem, desafiando perceções normativas e modos de olhar.

Ao fundir e deslocar os papéis tradicionais de monstro, anfitrião e espectador, Monstrator propõe uma reflexão incisiva sobre quem observa e quem é observado, revelando as dinâmicas de poder implícitas nos dispositivos de exposição e espetáculo. Neste jogo de espelhos, o público é convocado a confrontar-se com a sua própria posição dentro desse sistema.

Apresentado no Porto numa versão adaptada em formato performance-lecture, após a sua estreia em Berlim, o trabalho assume-se como um território de questionamento crítico e sensorial, onde o estranho e o familiar coexistem, deixando em aberto uma pergunta fundamental: afinal, o que — ou quem — é o monstro?

Nota Biográfica

Helena Botto (PT/DE)

é uma coreógrafa e performer portuguesa, a viver e a trabalhar em Berlim. A sua formação foi em teatro físico: metodologia das ações físicas de Jerzy Grotowski (arte como veículo). De 1997 a 2005, foi performer no Acto. Instituto de Arte Dramática (PT) onde desenvolveu trabalho dentro desta linha metodológica. Paralelamente, colaborou e/ou recebeu formação com Meredith Monk, Andre Riot Sarcey, Hanna Hegenscheidt, e.o. Em 2006, começa a desenvolver o seu próprio trabalho performativo enquanto artista independente, contando-se no seu reportório de criação, cerca de uma dezena de trabalhos performativos. Em 2015, conclui o seu mestrado em Solo / Dance / Authorship (com distinção) na Inter-University Center for Dance Berlin (HZT), Universität der Künste Berlin (UDK), em Berlim.

Os seus trabalhos recentes foram apresentados em Berlim (Uferstudios, Hau 2 - 100º), Portugal e Sofia (Antistatic Festival), e.o.

Foi laureada com as bolsas Novos Encenadores / Fundação Calouste Gulbenkian (2008), Tanzstipendium / Senado de Berlim (2015) e TANZallianz Scholarship / CC Heidelberg (2016), UDK | Karl Hofer Gesellschatf (2017), Goethe Institut (2017), e.o. Como performer colaborou com Filipe Pereira, Iva Sveshtarova e recentemente com o artista visual Christian Falsnaes. Dirigiu workshops em Portugal e no estrangeiro - com apoios do Instituto Camões - e atualmente ensina Movimento e Composição na Filmschauspielschule Berlin.

Mais informação: http://helenabotto.weebly.com/

Marc Philipp Gabriel (DE) - Performer

Marc Philipp Gabriel trabalha com canto, instalação, vídeo e arquitectura a partir da perspectiva da dança e da coreografia. O seu solo “Ajima” para Maija Karhunen que estreou em 2013 nos Uferstudios em Berlim, foi apresentado no Chipre (com o apoio do Goethe Institut), Noruega, Escócia e Suiça. Como intérprete Marc coloborou com Tino Sehgal, Lea Moro, Helena Botto, Matteo Graziano, Shannon Cooney, e.o. E em colaboração com Kieron Jina, Burkhard Lörner, Katharina Greimel trabalhou e co-criou uma série de performances. Com BlingBlingRecycling iniciou Monday Feast, noites de performance, que conta já com mais de 30 edições, em diferentes lugares de Berlim. Recebeu a bolsa danceWEB, no ImPulsTanz Festival de Viena (2013), a residência Wild Card, Life Long Burning no Ballet Cullberg em Estocolmo (2016). Em 2015 concluí a sua licenciatura na Inter-University Center for Dance Berlin (HZT), Universität der Künste Berlin (UDK), "Dance, Context, Choreography", em Berlim. O seu mais recente dueto, “Down to Earth”, foi apresentado no Theater Treffen, Berliner Festspiele em Berlim e no Dance Umbrella Festival, na África do Sul com o apoio do Fundo de Cooperação Internacional do Goethe Institut (2016/17).

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