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A PRAIA DE MOLEDO NO ÁLBUM DE POSTAIS DO ZILIÃO

de Adelino Marques

MIRA Galerias | MIRAsala

Exposição

11.06—4.10.2025

Projeto MIRA | SALA


O projeto MIRA | SALA tem como objetivo dar a conhecer projetos de fotografia (não excluindo outras expressões) de autores que têm a oportunidade de mostrar o seu trabalho num espaço particular: uma sala usada para workshops e reuniões com uma janela que que abre para o MIRAflora, o pátio aromático do MIRA. Queremos rentabilizar o espaço dando

oportunidade à apresentação de projetos estabelecidos ou experimentais.

A gestão espacial das propostas será acompanhada pela equipa das MIRA Galerias mas o projeto é gerido pelos autores. Disponibilizamos a produção e divulgação da comunicação nas redes sociais e nas nossas newsletters. Cada projeto – individual ou coletivo - deve ser previamente apresentado à direção das MIRA Galerias através do email miragalerias@miragalerias.net A acompanhar a proposta deve ser enviada uma breve nota biográfica, sinopse e portfólio. A participação é gratuita.




UM DIÁRIO É UMA INFINITA TRISTEZA,

UM POSTAL UMA INTENSA ALEGRIA

Um postal é um coração carregado de palavras e silêncio, uma faúlha onde respiramos à distância a sede de um rosto, um labirinto de sombras e caminhos. É fonte inesgotável, ruga de tempo, pão sobre a mesa, vertigem de frutos e memórias. Entre o sono e a morte, revelam-se segredos do destino, como nas cartas ou nas algibeiras mais íntimas.

Os postais de Adelino Marques prolongam o que sempre fica incompleto: uma ideia de memória, um estudo da intemporalidade vivida instante a instante. Mostram lugares, objetos, ausências — o mar e o céu em constante mutação, captados por um olhar em confronto silencioso com o mundo.

Cada observador vê-se refletido nas ondas, na areia, nas aves. O que observamos é difuso, irónico, ancestral. Adelino, intimista compulsivo, recolhe a subtileza do tempo, os instantes em tumulto, a febre que o olhar cicatriza sem descanso.

Num caleidoscópio em perpétua mutação, os seus postais são escuta silenciosa de um rumor infindo. São marcas do tempo sem angústia, sempre atentos ao essencial, ao ínfimo, ao diáfano. São expressão íntima de uma linguagem visual profunda, onde o olhar se faz comunicação espiritual e humana.

Não sendo o olhar deserto, mas lugar mágico e partilhável, estes postais superam o registo mecânico: são expressão viva, tentacular, exuberante. Revelam a paisagem humana como história sem tempo, onde deambulamos com um olhar já sem corpo.

Adelino Marques desenha, partilha e encena o que o deslumbra. Doa à decifração o fulgor de uma chama — por vezes ausente — com que iluminamos a noite dos dias. É um agrimensor da melancolia, suspendendo no ar o gesto silencioso das mãos.

Esta exposição integra o projeto (IN)visibilidades e Derivas e tem o apoio da DGARTES

Nota Biográfica

Nasceu em Gondomar, onde vive.

Iniciou o contacto com a fotografia no final dos anos 70, na Faculdade de Medicina do Porto, sendo um dos colaboradores do Departamento de Fotografia da Associação de Estudantes.

Frequentou o Curso Livre de Fotografia da Cooperativa Árvore nessa mesma época, e mais tarde o Instituto de Cinema de Fotografia – Porto.

Tem exposto o seu trabalho, individual e colectivamente, em Portugal, Espanha, França, Itália Alemanha, Ucrânia, Polónia, Finlândia, Brasil, México, Argentina e Estados Unidos da América. Está publicado em revistas e livros. Alguns dos seus trabalhos fazem parte de colecções particulares e institucionais

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