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Plastic Bitch

Cláudia Clemente

MIRA Galerias | MIRA FORUM

Exposição

14.09—9.11.2024

A auto-representação na arte é um tema recorrente, tanto na pintura como na fotografia. Na senda de artistas como Nan Goldin, Cindy Sherman, Jo Spence, sirvo-me do meu corpo como suporte e tema, matéria-prima para a criação de personagens.

O meu trabalho fotográfico consiste em revisitar o auto-retrato, tentando incutir-lhe um cunho pessoal e contemporâneo, para despertar a consciência e o julgamento (auto) crítico de quem o vê.

Estando a desenvolver uma tese sobre o Espelho na Arte, as minhas séries de auto-retratos, iniciadas em 2010 são tanto um ponto de partida para uma investigação teórica quanto um prolongamento prático desta. A fotografia - os retratos - são um espelho onde aquele que contempla se projeta e revê.

Para Francesco Casetti o espelho tanto pode fascinar como atemorizar: o espectador horroriza-se quando se reconhece pela primeira vez numa imagem. Irigaray não se revê no espelho plano de Lacan, e propõe um modelo de espelho (speculum) que revele a interioridade do espectador. É nessa relação interioridade/exterioridade que o paradoxo do espelho se realiza. A minha arte recusa a passividade do espectador, antes, incita-o a intervir.

Plastic Bitch é o espelho da situação atual – consumismo desenfreado, poluição extrema, esgotamento de recursos naturais, produção exacerbada de lixo – o espelho incómodo onde vemos refletido aquilo em que, enquanto sociedade, nos transformamos: plastic bitches.


PROGRAMA

9 novembro | 15h

Conversa com Cláudia Clemente

www.claudiaclemente.org



Esta exposição integra o projeto (In)visibilidades e Derivas.

Patente de 14 de setembro a 9 de novembro.

Quarta-feira a sábado, das 15h às 19h


Nota Biográfica

Nasceu no Porto em 1970. Vive e trabalha em Lisboa. Curso de Realização para Cinema e Televisão, Restart, Lisboa. Escrita de argumento para Cinema, London Film School/ Gulbenkian. Realização, Micro Obert, Barcelona. Licenciatura em Arquitectura, F.A.U.P., Porto.

LIVROS

Sonata para Olvido, contos, ed. Húmus, 2021 | Tatuagens de Luz, biografia, ed. Documenta, 2020. | Mais um dia na terra do nunca, contos, ed. Húmus, 2020 | A preto e branco, contos, ed. Bookbuilders, 2018 | Playing with myself, fotografia, ed. Bluebook, Junho 2017 | A casa azul, romance, ed. Planeta, 2015. | Londres, teatro, Grande Prémio de Teatro S.P.A./Teatro Aberto 2011 ed.Imp. Nac. Casa da Moeda/S.P.A., 2011 | A fábrica da noite, contos, ed. Ulisseia, 2010 – Plano Nacional de Leitura 2013 | O caderno negro, contos, ed. Tinta Permanente, 2003.

FILMES (argumento e realização)

Quatro mulheres à beira da água, 70’, 2023 | Esperança, telefilme, 2022 | O dia em que as cartas pararam, telefilme, 2017 | Blind Date, curta-metragem, 2014 | O retrato, curta-metragem, 2014 | A casa azul, curta-metragem, 2012 | A outra, curta-metragem, 2009 | A mulher morena, curta-metragem, 2007 | A fábrica, curta-metragem, 2007 | & etc., 2007 - Prémio Tóbis, Melhor curta-metragem nacional, DOCLISBOA. Prémio Caixa Geral Depósitos, Melhor filme Nacional, IMAGO.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Biblioteca UAlg – Abril 2023 | Espaço Cossoul – Junho 2019 | Espaço Espelho d’ Água – Junho 2017 | Galeria Municipal – S. Miguel, Açores – Janeiro 2017 | C.A.A.A., Guimarães – Setembro – Outubro 2015 | C.C.C., Torres Vedras, Março – Maio 2015 | MIRA FORUM, Porto, Janeiro – Fevereiro 2015 | Galeria Artinzo, Lisboa, Setembro – Outubro 2014


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